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O conjunto de disciplinas terapêuticas que hoje conhecemos como Medicina Chinesa é o método de saúde basilar da maior parte do mundo Oriental e já alcança uma importância extrema em muitos países Ocidentais, apesar de ter tido a sua raíz e origem na China.

Esta Medicina consagrou-se em cinco mil anos de experiência documentados e influenciou, directa ou indirectamente, toda uma série de escolas de medicina, como a Tibetana, que utiliza grandemente a Fitoterapia, ou a Coreana, que utiliza métodos específicos de Acupunctura, tal como também acontece no Japão.

Encontro com o Ocidente
No mundo Ocidental a Medicina Chinesa foi apresentada pelos padres Jesuítas, sobretudo portugueses, que viajavam nas caravelas no período dos Descobrimentos e que, chegados aos diversos países se estabeleciam para divulgar a sua fé. Neste processo de evangelização, quando ancoraram na China, tanto os descobridores como os membros do clero, encontraram uma Medicina evoluída que os tratou de uma série de mazelas adquiridas aos rigores das viagens marítimas.

Os Jesuítas foram os primeiros tradutores dos textos fundamentais da Medicina Chinesa para línguas europeias e, por isso mesmo, os pioneiros na transmissão desses conhecimentos para o Ocidente. Muitos cronistas referenciaram nos seus escritos a Medicina Chinesa, como o fez Marco Polo. Contudo, só no século XX é que a Medicina Chinesa ganhou uma dimensão de peso no Ocidente.

Para que este passo de gigante fosse dado contribuíram dois aspectos: um geral e outro particular. O geral refere-se à existência das colónias portuguesas, inglesas e até das francesas naquela área do mundo. Macau e Hong Kong foram portas abertas para que os Ocidentais tomassem contacto com esta Medicina secular. Os médicos militares franceses tiveram um papel fundamental na aquisição de conhecimentos da Medicina Chinesa e sua aplicação a Ocidentais. Mas o caso particular que lançou a Medicina Chinesa no Ocidente foi a visita oficial de Richard Nixon, em 1972, à China.

O Presidente dos Estados Unidos da América visitou hospitais chineses e chegou mesmo a ter a sua constipação tratada através da Medicina Chinesa. A sua comitiva integrava jornalistas e a usual elite política que transmitiram ao Ocidente, nomeadamente os Estados Unidos, o que era aquela Medicina.

Nos Dias de Hoje
Os países ocidentalizados mais próximos da China, como a Austrália há muito que usam a Medicina Chinesa corriqueiramente, o Reino Unido – graças ao contacto via Hong Kong - tem há muito a Medicina Chinesa legalizada e subsidiada pelo Estado, havendo universidades públicas que a leccionam. O mesmo se passa numa série de outros países da Europa, dos quais são exemplo a França ou a Alemanha.

Portugal, apesar de ter tido Macau sob a sua gestão até há bem pouco tempo, não tem ainda a Medicina Chinesa regulamentada e encontra-se numa situação ainda muito pouco evoluída nesse sentido.

A Evolução na Europa
A Medicina Chinesa teve um rápido crescimento por todo o continente Europeu, graças ao crescente intercâmbio cultural e à vontade de recuperar métodos terapêuticos naturais, hoje em dia o seu uso está praticamente generalizado entre as opções de cuidados de saúde modernos. De acordo com estudos realizados, existem actualmente em toda a Europa mais de 300 mil clínicas de Medicina Chinesa, sendo que, na maioria dos países europeus, estes tratamentos são comparticipados pelo Estado e pelos seguros de saúde.